A Netflix estragou Shuumatsu no Valkyrie ou Record of Ragnarok?

Olá, filhos e filhas de Adão, foi lançado Quinta-feira (17/06) o anime, inspirado no mangá Shuumetsu no Valkyrie ou Record of Ragnarok pela tia #Netflix, eu como boa otaku que sou fui logo ver. Essa é uma produção da Warner Bros. Japan e do estúdio Graphinica (de Hellsing e Arslan Senki), com direção de Masao Okubo, adaptando o mangá seinen de mesmo nome em publicação desde 2017 na revista Comic Zenon.

SINOPSE:

A humanidade está condenada. Os deuses de todos os panteões se encontram a cada 1.000 anos no Valhalla para decidir o destino da raça humana, mas desta vez pela humanidade ter ido longe demais, a decisão dos deuses foi fácil de ser tomada, a total extinção.Mas há uma última esperança: as Valquírias propõem que uma antiga Lei seja ativada, permitindo o confronto dos deuses com os humanos mais poderosos ou notáveis, o Ragnarok. Cada lado escolherá seus 13 competidores e terá que enfrentar um combate desigual que só poderá ter um vencedor.Embora os deuses zombem de seus oponentes fracos, a astúcia humana e a ajuda das Valquírias permitirão alguns dos combates mais brutais e surpreendentes. (Baseado no que foi escrito pelo Blog “Biblioteca Brasileira de Mangás”).

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Minha Opinião:

O plot é clichê mas interessante, todos os deuses estão irritados com a humanidade pela forma como agimos de forma destrutiva com o planeta Terra, e resolvem nos destruir em uma votação na assembleia. Mas não se preocupe, não é mais história de apocalipse comum. Graças as Valkyrias os deuses aceitam participar de um torneio intitulado “Ragnarok”, eu sei que vocês já devem ter ouvido falar esse nome em algum anime, série, filme ou livro.
Então, as valquírias juntam 13 grandes guerreiros de toda a história da humanidade para enfrentar 13 deuses escolhidos para o torneio. O time que vencer 7 batalhas primeiro ganha.Os combatentes são conhecidos pelo público, tanto do lado dos deuses quanto do lado dos humanos (claro que para alguns é preciso fazer alguma pesquisa, mas nada que impeça a assistir).
As lutas são cheias de diálogos sobre o passado e a história dos lutadores, o que pode ser meio chato para alguns, a animação e paradona em alguns pontos, na primeira luta tem um flashback que mais parece uma apresentação em powerpoint (me perdoem mas é a verdade). Senti como se estivesse vendo um anime de 10 anos atrás por conta dessa lentidão na animação, poxa 3 lutas duraram toda primeira temporada.
As mitologias são diversas, e os deuses são um pouco diferentes do que estamos acostumados. Como disse, a ideia é muito interessante. Jogar uma porção de crenças e folclores num caldeirão blasfêmico e remodelar isso num formato tão deliciosamente clichê ao mundo dos animes como o de “torneiros de poder” (presente numa porção de obras, tipo Hunter X Hunter, Dragon Ball, Pokémon, Yu Yu Hakusho, Cavaleiros do Zodíaco e segue lista) é legal demais.Além disso, também é uma interpretação bem pop nipônica da lenda do ragnarok, onde uma série de eventos envolvendo deuses nórdicos e humanos levará todos ao fim do mundo. Inclusive, o fato de a plateia do torneio, aparentemente, ser formada por todos os deuses e todos os seres humanos, que reagem de acordo com a luta que ocorre, é bacana demais no papel. Ponto positivo a dublagem está ótima, e digo isso porque assisti Treze, uma outra animação nova da Netflix, onde a dublagem estava sendo feita por robôs na minha opinião.


Trechos da Dublagem:

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Conclusão: Se você não tiver olhar critico e quiser ver só pela história, é uma boa pedida.

Fonte: Jbox/Netflix/Google.